O que fazer para acabar com a violencia domestica

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Eu sou uma vítima de violência doméstica, O que puedo Fazer ? Você pode ligar para 1522: número gratuito de utilidade pública contra violência e perseguição. O número está ligado à rede de centros contra a violência e outras estruturas de combate à violência. violência gênero presente na área.

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O que fazer em caso de violência doméstica?

— Em casos de violência doméstica, familiar ou sexual a vítima deve sempre buscar ajuda.

Quem pode denunciar violência doméstica?

Saiba que pode denunciar casos de violência destes se for testemunha. Se vir alguém dar uma chapada na via pública, ou ouvir ruídos de violência entre vizinhos, pode denunciá-los, já que a violência doméstica é considerada um crime público desde 2000. E se for vítima?

Qual a importância da lei para combater a violência doméstica?

Medida de grande importância para combater a violência doméstica, a Lei responde de forma forte a grande quantidade de crimes envolvendo mulheres. Segundo o Mapa da Violência, 50,3% dos assassinatos de mulheres são cometidos por familiares e ex-parceiros. Ligue 180! O número 180 funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Como está a violência doméstica em Espanha?

Todos os anos há casos de violência doméstica em Espanha [o país onde nasci]. Não tem vindo a decrescer, não é um problema que esteja solucionado e acho que não está em vias de ser solucionado. Infelizmente é um problema que existe em Espanha, como também existe em Portugal. É muito grave e é incompreensível como é que ainda continua a existir.

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Medidas para combater a violência doméstica: conheça as principais

Parceiro ou familiar violento, machismo, relações abusivas e de poder. Estes são algumas das principais causas da violência doméstica no Brasil. Muitas vezes, a falta de acesso à informação, a dependência financeira ou psicológica ou até mesmo a falta de apoio de terceiros são as motivações para que a mulher não denuncie a violência.


O que é violência doméstica?

A violência doméstica pode ocorrer das mais diversas formas. Ela pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Geralmente os agressores são familiares, companheiros e ex-companheiros.


Lei Maria da Penha

Criada em 2006, a Lei tornou-se referência no enfrentamento da violência doméstica e familiar. Desde então, a Lei Maria da Penha contribuiu para a diminuição de 10% na taxa de homicídios contra mulheres.


Lei do Feminicídio

Concebida em 2015, a Lei do Feminicídio busca punir, de forma mais severa, homicídios ocasionados por questões de gênero. O texto coloca o crime como hediondo e aumenta a pena aplicada.


Ligue 180!

O número 180 funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. O serviço foi criado para orientar mulheres vítimas de abusos e violência sobre seus direitos e programas de auxílio.


Casa da Mulher Brasileira

Outra medida para combater a violência doméstica, a CMB é um serviço de atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência. O espaço oferece serviço de acolhimento, apoio psicológico e social, delegacia da mulher, entre outras ações. A iniciativa visa agilizar o atendimento e diminuir a exposição e o sofrimento da vítima.


Aldina Catarino, 58 anos, Mafra

O meu pai iniciou a actividade com uma taberna e uma mercearia. Os homens, por nada, batiam nas mulheres. Era horrível. O que ouvia dos meus pais era que a separação era impensável, porque era uma vergonha e ninguém aceitava. As mulheres tinham que se sujeitar a viver com eles até ao resto da vida.


Lúcia Pessoa, 36 anos, Seia

Temos aqui um meio muito pequeno e, por vezes, a mulher prefere sofrer. Para ela quase que é uma vergonha, porque as pessoas vão criticar. Por vezes, ela esconde-se porque tem vergonha de estar a passar por isso. Neste meio nota-se muito isso.


Ana Cláudia Cohen, 50 anos, Alcanena

Sou mãe de três filhas. Acho que as mulheres são muito corajosas. É muito importante deixar vir ao de cima essa coragem e esse amor todo que têm sempre para dar. E não têm de ter medo. Têm de ser assertivas e dizer do que é que gostam e do que é que não gostam.


Procuradora-geral da República quer vítimas de violência doméstica ouvidas por juiz logo após queixa

Sei que há muitas mulheres que sofrem em silêncio durante muitos anos e que não têm abertura nem facilidade para se queixar. Porque dependem economicamente dos maridos ou dos parceiros, porque têm medo de que se se queixarem seja pior. Tem de haver estratégias para apoiar estas pessoas. É inacreditável que se morra vítima de violência doméstica.


Magda Cruz, 20 anos, Lisboa

Chegou a uma altura em que, sim, tive conhecimento de um caso. A nossa reacção foi chamar nomes ao rapaz. Ele ficou em choque logo a seguir, mas não fez nada quanto ao assunto e uma colega é que a levou ao hospital. Depois, ela andava a meter maquilhagem na cara. Acho que foi o contexto. O “deixa-me ver o teu telemóvel”.


Ester Serrão, 52 anos, Faro

Pelo menos nos contextos de violência doméstica de que tenho tido conhecimento, vê-se que há um certo determinismo que tem a ver com o contexto em que as crianças crescem. Se vêem estes exemplos em casa, como é que podem aprender outra coisa? Era importante que existissem formas de alterar este ciclo vicioso.


Violência doméstica: o luto continua

É preciso formar as famílias. A educação é a solução para muitos males da nossa sociedade. Quando as famílias vão ter o primeiro filho há uma série de formações sobre como é que dá o banho ao bebé, por exemplo. Pois é muito importante fazerem, também, formação sobre atitudes.


O que fazer para acabar com a violência doméstica? Oito mulheres respondem

Não são vítimas, mas têm uma palavra a dizer. De Boticas a Faro, oito mulheres falam na primeira pessoa sobre o que é preciso para pôr um ponto final aos homicídios em contexto de violência doméstica. Nesta sexta-feira, assinala-se o Dia Internacional da Mulher.


QUANTA VERDADE HÁ POR TRÁS DA SUA OPINIÃO?

A ignorância é um inimigo. E a desinformação, o sectarismo ou as fake news são o combustível da ignorância. No PÚBLICO, produzimos armas contra esse inimigo: um jornalismo aberto, empenhado na verdade, qualidade e consciência social. Assine o PÚBLICO e coloque-se do lado certo da trincheira. Não é só a sua opinião que ganha.


Onde denunciar?

Se você estiver sendo testemunha de uma violência doméstica que está acontecendo, seja porque você está vendo a agressão ou está escutando os gritos da vítima, não hesite: ligue 190 e chame a Polícia Militar.


Na delegacia de Polícia, o delegado ou policial civil de plantão terá que

Registrar seu relato na forma de um boletim de ocorrência (BO). Por isso, e para respaldar medidas judiciais futuras, é importante que você descreva em detalhes o tipo de agressão sofrida, as ameaças, a eventual existência ou uso de armas brancas (como faca) ou armas de fogo, se a violência também atinge os filhos.


O que é que um Juiz ou Juíza pode determinar para proteger a mulher vítima de violência doméstica?

O artigo 9º da Lei Maria da Penha estabelece, por exemplo, que para preservar a integridade física e psicológica da mulher, a autoridade judiciária poderá garantir à mulher servidora pública acesso prioritário à remoção. Ou seja, ela poderá ser designada para trabalhar em um local ou até mesmo cidade diferente daquela em que está.


Como fazer a denúncia?

As denúncias podem ser realizadas nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM) especializadas no suporte a vítimas de violência de gênero e direitos da mulher. Na ausência de uma Delegacia da Mulher próxima, o registro pode ser realizado em qualquer delegacia, e a vítima tem direito a atendimento prioritário.


Após o Boletim de Ocorrência

Caso a denúncia não tenha sido realizada presencialmente, o delegado ou delegada responsável pelo caso deverá, então, entrar em contato com a vítima, para a solicitação de mais informações sobre a ocorrência, e, quando necessário, solicitar a realização de exames periciais, a fim da instauração de um inquérito policial e prosseguimento da investigação dos fatos..

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